segunda-feira, 26 de abril de 2010

as palavras não precisavam se exagerar em 35 linhas.

É incrivel como ela olhava pra ele sem esperar nada. só olhar. e se fez de morta. sozinha, criou seu circulo onde as pessoas entravam e saiam, mas ela se fazia de nao atingida. caso houvesse algo deixava o bilhete nos armarios avisando, já previa. e queria mais que um beijo ou uns amassos em lua cheia. ela queria conversar. falar por cima, rir. queria falar em todas as línguas que sabia pelo menos um pigarro. um elogio do inglês, um palavrao do francês, uma malicia do italiano. ela se deliciava nas suas irônias. como se estivesse num encontro a dois aonde ela comandava a situação. as palavras dançavam, saltavam na sua língua, suavizando nos seu lábios numa mistura de magenta e vinho, não se definia bem aquela cor. mas estimulava muito ele a continuar a rir discretamente e continuar as besteiras que ela falava. Era isso que ela queria. ela não pensava no amor tradicional das pessoas. ela queria um ouvinte de seus protestos e um olhar apreensivo naquelas horas que te da vontade de explodir e falar bilhões trilhões e não sei mais quantos milhões de coisas que te incomodam, e você só consegue deixar suas bochechas vermelhas e chorar feito um bobão de marca maior. coitada. ela só havia o observado andar com os amigos e rir.

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